sábado, 15 de setembro de 2012

O Evangelho de hoje.


Eu fico embasbacado com a forma que a degradação humana é tão perceptível no meio daqueles que afirmam viver abundantemente; apenas pelo fato de declararem que estão na presença de Deus, embora na maioria das vezes Cristo se encontre tão distante da maioria de nós.

Como acreditar que Cristo esta em nosso meio, se ele constantemente esta excluído dos interesses expostos nos templos; quando as mensagens ao invés de relatarem a graça obtida na cruz, na salvação oferecida no calvário, e obtida por fé, giram em torno das dádivas que supostamente seremos participantes, e essas dádivas, passam longe de serem os valores que enobrecem a alma, tais como amor, fidelidade, honestidade, honra, caráter, amizade, companheirismo, humildade, misericórdia, caridade; elas se aproximam mais das paixões deste mundo, poder, riqueza, fama, e nesta corrida desenfreada pela conquista de sonhos vaidosos, frívolos, e fúteis, de almas empobrecidas pela falta de conhecimento e profundamente amantes do dinheiro que por conseqüência estão mergulhadas em todos os tipos de males. Doentes, e enfermos no espírito e na alma, a busca do remédio certo sendo que de forma errada, pois ao invés de terem um encontro verdadeiro com Jesus Cristo, apenas se aproximam dele. Tudo pelo fato de o buscarem pelas vias erradas, ao invés de se submeterem a única via possível: a sua palavra! Preferem seguir homens amantes de si mesmos, ao invés de seguir a voz do bom pastor; preferem entrar pelo engano de fabulas que doutrinam em meio ao veneno matando a fé, ao invés de entrar pela porta estreita chamada Jesus; preferem trilhar o caminho purpurinado dos  artistas da fé, em meio aos holofotes, confetes, e autógrafos, em vez de trilhar o caminho das boas novas que é paz, justiça e alegria no Espírito de Deus. Preferem o reconhecimento dos homens e da mídia, ao anonimato terreno, onde as ações são reconhecidas apenas por aquele que vê em oculto; preferem a teatralidade na praça, onde a aparente santidade só não é mais gritante que sua imensa arrogância e hipocrisia, contudo acredito que mais vale entrar no quarto, trancar a porta e a sós falar com o pai; acreditam serem filhos do rei, embora ajam como exilados e bastardos, anarquizando a incorruptível glória de Deus, em uma glória pobre e corruptível de homens. Preferem ter, do que  ser, estar, do que serem, preferem a morte do que a vida, haja visto que louvam a si mesmos, mas se vivos fossem louvariam a Deus. Não com suas musiquinhas irritantes e pobres de alma que só falam das grandes riquezas que Deus lhes proporcionara, mas o louvariam de verdade, com ações que não beneficiariam a si mesmos, mais a outrem. Pois caminhar no evangelho, não começa no fato de ser abençoado, mas sim no fato de ser uma benção.

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