Confesso que durante um tempo estive desacreditado da instituição conhecida como igreja. Acreditava que o problema estava na instituição, e como ela funcionava, um sistema empresarial escondido pela religiosidade, não a pura e imaculada diante de Deus, que é visitar órfãos e viúvas em suas tribulações, mas essa doentia, onde transforma a instituição numa fabrica de fariseus e crentes mimados e sensíveis a tudo, onde a verdade não pode ser de maneira alguma exposta, pois se não ele abandona a fé. Particularmente penso que este alguém nunca creu.
Mas na verdade, a instituição não é a culpada; pois a instituição e regida por leis de padrões humanos, com uma administração humana, que busca interesses humanos, onde se vê vaidades para todos os lados, não só no sentido frívolo e vão da palavra, mas também no que diz respeito ao que é passageiro, e perecível. Percebesse que as maiorias das pessoas que buscam o salvador, não o buscam por reconhecer o que ele fez por nós na cruz do calvário, nem por se reconhecer a sua majestade, nem por sentir por ele um amor ardente, amor que te constrange ao ponto de você radicalizar a sua vida, no que diz respeito à direção do caminho que se percorria, tão pouco há admissão da condição de miserabilidade, e então se deixar moldar por ele, percebendo que somos pó e cinza, barro em suas, e ele é o olheiro, então não só a sua casa, mas a nossa vida torna - se a uma olaria, onde somos trabalhados por suas mãos até o dia de sua vinda; pois quem começou a boa obra, é poderoso para aperfeiçoa - la até o dia de sua volta.
Percebo então que à verdade é que a instituição não esta falida e doente, sim os que dela fazem parte, a dirigem, e a detêm.
Fariseus que se doutoraram na lei, se aperfeiçoaram na arte oratória, aprenderam a persuadir a massa, para usar o nome do mestre como outdoor, para chamar a atenção para seu ministério (se é que foram chamados ou enviados) e assim ficarem ricos, famosos, imperiais, a custa da inocência de alguns, da ignorância de outros, da fé de todos (se é que o Filho do Homem encontrara fé na terra quando retornar), e do desejo comum de muitos: fama, grana, e poder.
Por sua vez, os membros na grande maioria são idolatras fãs de pastores artistas com seus seguranças, ou de pregadores Pop Star, que oferecem mais um show circense, digno do circo De Solei, do que uma mensagem genuína, vinda direto de Deus, revelada pelo seu Espírito; Preferem serem ludibriados por palavras que oferecem riquezas, que a traça e a ferrugem hão de comer, do que receber a verdadeira, e incalculável riqueza de se ter Jesus na vida.
Aprendem a barganhar com Deus, através de dízimos e ofertas, sem ao menos aprenderem o verdadeiro sentido dos dízimos e ofertas,e onde eles se encaixam, fazendo com que sejam ações vazias, e sem expressão diante do Rei, e com apenas um significado: satisfazer as vaidades e caprichos dos donos da igreja, através do enriquecimento do dinheiro retirado da salva e do gasofilaço.
Num ciclo vicioso, onde surgem emergentes do farisaísmo todos os dias, e caçadores de dádivas garimpando nas igrejas, um verdadeiro comércio, onde a casa de Deus, mas uma vez tornou – se um covil de ladrões e salteadores, sem que haja um homem com coragem, ou um filho com o azorrague nas mãos para expulsar essa quadrilha, que a muito já deveria estar encarcerada; por roubo, estelionato, abandono de incapaz, por maus tratos, falsidade ideológica, prostituição, lavagem de dinheiro, e muitas outras práticas ilícitas.
A instituição não, mas as pessoas estão doentes, e não querem a cura, pois dizem: rico sou, e de nada tenho falta; mas não conseguem se aperceber que na verdade não passam de miseráveis, pobres, cegos, e nus.
A Paz de Cristo
Evangelista Athylla Lopes